Dirigentes Adventistas Comentam Sobre a Conferência do Clima em Copenhague

Postado por Gatinho em janeiro - 12 - 2010
Preocupar-se com o meio-ambiente é um “assunto cristão”, declara presidente

16 Dec 2009, Silver Spring, Maryland, United States
Victor Hulbert/ANN staff

Devem os cristãos preocupar-se e interessar-se pelo meio-ambiente? O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia Jan Paulsen, diz “sim”, num vídeo lançado em YouTube, que coincide com a Cúpula de Copenhague.

Jan Paulsen, presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, comenta sobre a responsabilidade do cristão diante da questão ambiental num vídeo recente postado no YouTube.
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“Fundamentalmente, preocupar-se pelo meio-ambiente remonta aos primeiros tempos de nossa Igreja”, lembra Paulsen.

O Arcebispo de Canterbury disse que julga que os cristãos devem preocupar-se com as alterações climáticas. Líderes da Igreja da Inglaterra uniram-se a 16 outros oficiais destacados do Reino Unido na Abadia de Westminster em 6 de dezembro para uma passeata de “parem com o caos do clima”.

Ele é um de muitos líderes cristãos ao redor do mundo que estão observando os procedimentos da Cúpula Sobre Alterações Climáticas atualmente ocorrendo em Copenhague. Numa conferência em março ele afirmou que “as comunidades religiosas estão falhando profundamente no que é esperado de nós para dar força a uma resposta ao problema das alterações climáticas na sociedade”.

Ele acrescentou que “estamos perto de um ponto decisivo no aquecimento global” e a Igreja, e outras comunidades religiosas, não estão fazendo a sua parte em liderar o mundo contra isso”.

Muitos Cristãos não consideram a questão do aquecimento global causado pelo homem como uma problema significativo. Um relatório de pesquisa da entidade Barna indicou que só 33 por cento dos evangélicos nos Estados Unidos consideram o aquecimento global um problema de destaque. Adicionalmente, a legislatura da Austrália recentemente derrubou um limite de produção de carbono e a China e a Índia retiraram-se da conferência de Copenhague.

“Infelizmente não estou demasiado otimista de que algo dramático irá sair [da cúpula de Copenhague]“, diz Samuel Soret, que chefia o Departamento de Saúde Ambiental e Ocupacional da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Loma Linda, que pertence à Igreja Adventista

“Decisões difíceis que tenham peso legal devem ser tomadas para a redução de emissões e determinação das questões que cabem a nações desenvolvidas e em desenvolvimento”, diz Soret. “As alterações climáticas são provavelmente uma das mais sérias inqüidades de saúde na história do gênero humano”.

Embora um cético de alterações climáticas, o pastor adventista Paul Lockham, da Grã Bretanha, diz que se concentra em ser um criacionista, cuja missão é “cuidar” da Terra. “Sem ser muito radical realmente procuro fazer o meu pouquinho. Somos chamados a ser mordomos da criação de Deus, não guardadores de museu, nem destruidores”.

Os outros adotam uma visão diferente. “Estou me indagando quanto de impacto realmente podemos causar como ‘cristãos’ sabendo como será o fim do mundo”, diz o cientista Peter Walton, um cético do aquecimento global.

“Há inúmeras dissertações e conversas por destacados cientistas que completamente demolem a débil pesquisa científica por detrás dos relatórios do Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática e o seu patrocinador, o Programa de Meio-Ambiente das Nações Unidas,” ele aduz.

Mas Walton insiste em sua argumentação num rumo diverso, citando os sentimentos do autor Michael Crichton, que falou no Clube de Imprensa Nacional em Washington, D.C. em 2005, dizendo que “não somos moralmente justificados a gastar vastas somas — trilhões de dólares — nesta questão especulativa e, o mais importantemente, não podemos predizer o futuro, mas podemos saber o presente”.

Walton cita da conferência de Crichton em que afirmou, “uma criança se torna órfã pela AIDS a cada 7 segundos e cinqüenta pessoas morrem de doença causada por água contaminada a cada minuto”. Walton argumenta que isto não teria de acontecer, e pede um reenfoque de prioridades.

Sejam as alterações climáticas uma realidade ou não é o tema de um rigoroso debate. Miroslav Ostrovljanovic, um estudante de meios de comunicação no Colégio King’s de Londres, comentou que “Deus disse na criação que os seres humanos deviam cuidar da criação. Isto não mudou por sabermos que o mundo terminará”.

Vitor Pilmoor, tesoureiro da Igreja Adventista na Grã-Bretanha, ponderou sobre a cúpula do clima à luz de Gênesis 1 e Colossenses 3 numa recente palestra durante um culto. “A posição adventista deve ser clara: Nossa responsabilidade de concerto como mordomos da criação antedata o pecado e a sua conseqüência. Mostramos respeito por tudo quanto Deus nos deu, independentemente do que diz a ciência”, ele declarou.

A despeito do debate sobre aquecimento global, a comunidade mundial, representada por aproximadamente 70 líderes nacionais reunidos em Copenhague, está expressando preocupação de que a sociedade global deva considerar um curso de ação decisivo e diferente quanto ao aquecimento global e questões relacionadas.

“Não são só os governos que têm de fazer a sua parte. A questão de melhorar nossa mordomia do meio-ambiente é uma responsabilidade pessoal e individual também”, diz Rajmund Dabrowski, diretor de Comunicação da Igreja Adventista a nível mundial. “Quanto ao respeito à criação, como cristão devo ser comedido no uso dos recursos naturais, e equilibrar meus desejos e necessidades”.

Fonte : Rede Adventista de Noticias

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